O futuro nascerá das cinzas?

O futuro nascerá das cinzas?

Ontem completou-se um mês do incêndio que atingiu o Museu Nacional no RJ. Na verdade atingiu a todos nós. Atingiu a nossa história, nossa raiz. Triste demais. E com este episódio vimos nas redes sociais uma indignação coletiva. E com razão. Ela precisava chegar. Ela, a dona indignação. Precisamos nos indignar com o que aconteceu. Mas é preciso uma indignação que nos incomode. E que de preferência continue incomodando. Para assim nos desacomodar e nos impulsionar.

Não queiramos somente achar culpados. Os culpados (quais forem, porque ainda não se descobriu nada… ) precisam ser punidos. Mas de alguma forma, todos temos agora uma chance de mudar algo. Não podemos mudar o passado. A cinza já tomou conta de tudo. Mas o futuro, ah.. este sim podemos reconstruir. Como? Com atitude concreta.

Que possamos ir mais a museus, pinacotecas, bibliotecas, piqueniques culturais, shows, circos. Que possamos reclamar e sugerir “in loco” sobre algo que não anda bem. As redes são boas, mas nada tão eficaz quanto o “olho no olho”.

Outro dia, ouvi de uma prima que por conta de não ter conseguido ouvir bem o que falavam em uma peça teatral, foi lá e pediu o dinheiro de volta. E eles devolveram. Creio que tentarão melhorar. E assim vamos seguindo. Que o luto que vivemos pela cultura brasileira nos impulsione a verdadeiramente lutar mais pela nossa cultura. Que possamos construir uma nova história, sem deixar que os meses passem diante dos nossos olhos fazendo subir as cinzas que permaneceram.

 

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