Quer consertar algo? Ouça bem o que o outro tem a dizer…

Minha filha Valentina tem cinco anos. Ela acha que eu sou o maior “mecânico de brinquedos” do mundo. Eu faço pequenos consertos: colo, desentorto, costuro, troco uma pilha. E para ela fica novo em folha. Ela vê em mim uma capacidade que nem eu consigo enxergar. Para dizer a verdade, nem tenho tanta habilidade assim. Mas ela me vê melhor do que eu sou. É a pureza da criança. O mais bonito é que ela não valoriza somente o que eu realizo. Na verdade, ela vê minha intenção. Ela valoriza a minha disponibilidade. Ela reconhece a minha determinação em querer ajudar. Nem sempre eu consegui consertar tudo o que ela me pediu. Em alguns momentos eu até sabia que não ia ter jeito, mas gastava um tempo ali com ela, explicando os motivos que me impediam de realizar o que ela me pedia.

Assim devíamos agir em tudo. Às vezes quem está ao seu lado não quer que você seja perfeito. Não deseja que você conserte tudo ou que você seja maior do que pode ser. Às vezes as pessoas querem apenas que você esteja perto. Que você participe, seja ativo, perseverante e, sobretudo se comunique!

Nas relações humanas precisamos nos comunicar. E comunicar é falar sim, mas sem esquecer-se de ouvir! Lembra que eu disse que nem sempre consegui consertar tudo para minha filha? Pois é… Eu tenho certeza que ela não guardará em sua memória somente os momentos em que consertei algo. Mas guardará acima de tudo, os momentos em que me disponibilizei a ouvir sua necessidade.

Quer consertar algo? Ouça o que o outro tem a dizer.

 

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