Conecte-se ao mundo real

Hoje quero fazer uma reflexão sobre como tem sido a nossa postura no “mundo real” e o “mundo virtual”.

Existem “dois mundos” ou estamos apenas diante de um processo tecnológico evolutivo e sem retorno? Quanto tempo gastamos da nossa vida com esses “dois mundos”? Vamos pensar um pouco…

Tempos atrás eu conversei sobre esse assunto com um amigo. Eu dizia que tinha algumas preocupações com o cenário virtual e que por uma necessidade profissional precisei me adequar às novas tecnologias. Passei a gostar e a usar mais também. Mas as preocupações não terminaram.

Um dos motivos que me faziam ter ressalvas com o campo virtual era que em alguns momentos eu tinha a percepção que as pessoas estavam deixando de ser verdadeiras e preferiam viver relações virtuais. Aqui me refiro ao próprio significado da palavra “virtual” (dentro do campo da informática), que em um de seus conceitos diz que virtual é algo que “poderá vir a existir”, ou seja, estamos falando de algo não real, portanto virtual.

Pois bem, isso me incomodava, principalmente quando eu reconhecia que uma pessoa era de um jeito nas redes virtuais e sociais e de outro nas relações pessoais e reais. E aí ele me disse assim: “pois é Fred, na minha opinião as pessoas são mais verdadeiras no mundo virtual… Me assustei com essa afirmação. Será que está certo? É isso mesmo que estamos vivendo?

Um tempo onde as pessoas falam o que pensam, são honestas, desprendidas, francas ou até mais amorosas porque estão atrás de uma tela de computador ou acobertados por um “nickname” ou apelido virtual? Somos agradáveis, falantes e acessíveis nos grupos de WhatsApp e nas comunidades do Facebook, mas nas nossas relações reais somos impessoais, rudes, impacientes e desatentos? Não conseguimos mais encontrar com o outro e ser a mesma pessoa? Qual é a verdade? Qual a sua verdade? Qual a nossa verdade?

Penso que se eu preciso me esconder para ser melhor, algo está errado. Não estou aqui fazendo uma crítica gratuita ao mundo virtual. Não é isso. Como disse eu gosto e também uso esse poderoso canal de comunicação e de evangelização. Mas quero apenas te convidar a refletir um pouco como está nossa postura nestes dois “mundos”. Não podemos ser diferentes.

E para dizer a verdade, tenho uma opinião: NÃO EXISTEM dois mundos. Há UMA vida. A minha, a sua!! É preciso se conectar? Claro! Mas não vale a pena desconectar uma tomada para ligar outra. Não é preciso se desconectar do real para se conectar ao virtual. Precisamos de amores reais! E para o amor não há economia de energia!

Para zelar pelo campo do amor não há medidas, como nos ensina Santos Agostinho : “A medida do amor é amar sem medidas. Por isso, seja INTEIRO onde estiver. E cuide para que sua verdade não extrapole as barreiras do bom senso e da educação. Precisamos “ser de verdade”. Mas de verdade COM amor.

Conecte-se aos amores reais. Estes sim são atemporais, férteis e desafiadores. Conecte-se! SEJA REAL!

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